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Sectet e IFPA estudam projeto para comunidade no Acará

Por Redação - Agência PA (SECOM)
22/11/2017 00h00

A comunidade de Boa Vista do Acará recebeu, na terça-feira (21), a visita de representantes da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) para discutir a execução do projeto “Fortalecimento das cadeias produtivas da biodiversidade no município do Acará”, o qual prevê o desenvolvimento de Tecnologias Sociais para promover a melhoria de vida na região.

O projeto surgiu a partir de um convênio de cooperação financeira assinado entre a Sectet e o IFPA, por meio do curso de Pós-Graduação em Mestrado em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares. O objetivo principal é promover o desenvolvimento sustentável da cadeia da biodiversidade em comunidades rurais do Pará, priorizando a produção de alimentos saudáveis, geração de renda, segurança alimentar e gestão de recursos naturais, por meio do desenvolvimento e adaptação de tecnologias sociais em sintonia com os conhecimentos e saberes locais.

A comunidade foi selecionada devido ao seu grande potencial turístico e empreendedor, tendo em vista as atividades desenvolvidas lá, a exemplo do cultivo de frutos como açaí, cupuaçu e cacau, a produção de farinha e o cultivo de ervas e plantas como priprioca, pataqueira e captiú, as quais servem de matérias-primas para uma grande empresa nacional de cosméticos.

Durante a visita, que ocorreu na Associação de Produtores Orgânicos de Boa Vista (APOBV), os representantes da Sectet e do IFPA dialogaram com os moradores no intuito de compreender as reais necessidades destes para a melhoria da região. Em 2016, a comunidade de Boa Vista do Acará sediou o Encontro Internacional para o Desenvolvimento Social – ou International Development Design Summits (IDDS), pelo qual diversas tecnologias de baixo custo foram discutidas, como protótipos de tanque de piscicultura para produção de peixes e camarões, protótipos de torres de comunicação feitas com bambu para disponibilizar internet e ferramentas para descascar a raiz da mandioca sem o uso de objetos cortantes.

“São projetos que surgiram a partir da necessidade da própria comunidade. Isso, então, já apresenta um ponto de partida para o trabalho a ser realizado dentro dessa iniciativa feita em parceria com a Sectet, que teve a sensibilidade de observar a importância das Tecnologias Sociais e nos apoiar para buscar resoluções aos problemas enfrentados por comunidades vulneráveis”, afirma a professora do IFPA, Suezilde Amaral.

“O turismo pode se tornar muito importante para a região. Queremos aproveitar esse potencial que está disperso e levar para dentro da nossa Associação de Produtores Orgânicos, para facilitar o comércio dos nossos produtos. Adoraríamos consolidar uma rota turística sustentável que oferecesse, por exemplo, banhos de cheiro para os turistas e visitas guiadas nas casas de produção de farinhas”, espera a moradora da comunidade Débora das Chagas.

Outras reuniões de trabalho serão agendadas com a comunidade durante a execução do projeto da Sectet e IFPA, que terá duração de um ano e envolve o investimento de 150 mil reais.

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