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Cresce o número de empresas do ramo de fertilizantes no Pará

Além dos incentivos fiscais, que podem chegar até 90%, a localização estratégia também é um forte aliado para o interesse dos investidores na região

Por Tarcya Amorim (CODEC)
21/11/2023 14h56

Já chega a dez o número de empresas do segmento de fertilizantes instaladas no Pará, entre os distritos de Santarém, região oeste do Estado, e Barcarena, localizada na região de integração do Tocantins. Com apoio da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), o Pará vem se tornando um dos grandes players especializados na produção de fertilizantes. Além dos incentivos fiscais, que podem chegar até 90%, a localização estratégia também é um forte aliado aos interessados em investir na região.  

Em Barcarena, há a proximidade do Porto de Via do Conde, por onde chegam componentes importados indispensáveis para a fabricação de determinados produtos, além de apoio com áreas incentivadas, benefícios fiscais dados pelo Governo do Estado, e também fornecedores de bens e serviços, alguns com grande especialização devido à experiência de anos no apoio a outras grandes indústrias, que já fazem parte do cenário industrial do Pará, como as da cadeia do alumínio e caulim. 

Entre as fábricas instaladas no município, se destacam: Fribon Fertilizantes, Fertilizantes Tocantins (Grupo Eurochen), Fertz Fertilizantes, HR Fertilizantes, Serviços Yara Brasil Fertilizantes e GeN Fertilizantes. Além dessas, a Codec negocia a instalação de mais duas empresas, que por razões de estratégias empresarial e a pedido dos investidores, ainda não podem ser divulgadas.

Outro ponto estratégico é o município de Santarém, no Baixo Amazonas, que também já possui empresas incentivadas pelo Governo do Estado: Campo Rico Brasil, Comércio de Fertilizantes S/A, Fertilex Agro Fertilizantes e Produtos Agropecuários Ltda.

O presidente da Codec, Lutfala Bitar, destaca a relevância das cadeias industriais dentro do Estado e incentivos que são fortes atraentes para os investidores “A Codec tem procurado cumprir as estratégias e diretrizes dadas pelo governador Helder Barbalho. As indústrias de fertilizantes têm uma importância em empreendimentos ligados à bioeconomia, particularmente os alimentos, e cujas cadeias industriais podem ser integradas totalmente dentro do Estado, trazendo, em consequência, cada vez mais emprego e renda para população paraense”. 

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a produção nacional de fertilizantes ainda é inferior à demanda interna e o seu uso cresce a cada ano. Ainda segundo a Embrapa, o Brasil, atualmente, é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, mas suas importações chegam entre 70% e 80% do seu consumo, devido à explosão do agronegócio e o Pará seguiu, nos últimos anos, a mesma tendência de boa parte do País. 

O agronegócio hoje é responsável por aproximadamente metade das exportações brasileiras e dentre os dez produtos mais exportados nos últimos anos, oito são desse setor. As exportações vêm aumentando continuamente desde 1994 e, consequentemente, a produção agrícola deve continuar a crescer. 

Cerca de 80% dos fertilizantes consumidos no Brasil são de origem estrangeira, a despeito da existência de grandes reservas de matérias-primas necessárias à produção de fertilizantes em seu território, uma vez que a crescente necessidade de aumento da produção de alimentos no mundo exige o aumento do uso de fertilizantes, criando maiores incentivos para a produção desse insumo agrícola em larga escala global. 

Com relação especificamente ao Estado do Pará, o consumo de fertilizantes aumentou, em função do advento das plantações de soja e milho nas regiões sul e sudeste do Estado, chegando até perto de Barcarena. Além da plantação de grãos, há outros cultivos em potencial no Estado, como os ligados à fruticultura e aos já tradicionais.

A Codec, através de suas Diretorias de Estratégia e Atração de Investimentos, vem trabalhando continuamente para, não somente viabilizar as indústrias de fertilizantes, como também todas as outras que fazem parte da nova cadeia industrial ligada ao agronegócio, como por exemplo: 

- A indústria metalomecânica, tendo em vista a alta demanda por silos industriais metálicos, de aço comum e inoxidável e, os sistemas de transporte de grãos, que utilizam estruturas e componentes metálicos; 

- Produtos e agregados para a construção civil;

- A logística, visando o transporte distribuição da produção;

- Serviços especializados de apoio à toda cadeia.

Gerente de Relações Institucionais da Codec, Evandro Diniz explica que há possibilidade de maiores estudos e acesso aos minerais não metálicos, que podem ser usados como micronutrientes e agregar valor à indústria local de fertilizantes, visando sobretudo a pequena e média mineração. “Está no radar de empreendimentos a serem atraídos pela Codec/Estado. Essa estratégia visa diminuir a dependência de elementos importados, que chegam via Porto de Vila do Conde e que são fundamentais para a produção de determinados fertilizantes como o NPK. O apoio técnico aos municípios com potencial, como por exemplo, Paragominas, Ipixuna e Rondon do Pará, estão na agenda da Codec, através de instrumentos de cooperação técnica, incluso projetos de áreas industriais incentivadas para serem geridas pelos próprios municípios”, detalhou o gerente.

*Texto com colaboração de Evandro Diniz, gerente da Codec.

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