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CULTURA

No Preamar Cabano, palestras discutem diferentes aspectos da Cabanagem

Por Elck Oliveira (SEIRDH)
11/01/2024 19h39

A Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), realizou, nesta quinta-feira (11), no Museu do Estado do Pará (MEP), duas palestras e debate com o público acerca de aspectos da Cabanagem, revolução social ocorrida na então Província do Grão-Pará no século XIX e cujo aniversário é comemorado anualmente no dia 7 de janeiro. A programação, que faz parte do Preamar Cabano, também marca os festejos do Governo do Pará pelos 408 anos de fundação de Belém, celebrados nesta sexta-feira (12).

O secretário de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Jarbas Vasconcelos, destacou a importância do trabalho de recuperação da memória de fatos fundamentais para a nossa história, como foi a Cabanagem. “Esse é um trabalho muito importante da Seirdh e da Secult, uma vez que o momento transcende as pessoas que estão aqui, e é uma das melhores coisas que a política pode fazer, que é a recuperação da memória, da história e da nossa identidade paraense”, frisou. 

Na ocasião, a professora dra. Danielle Moura abriu as falas com a palestra "Da guerra e da paz: as conexões entre as eleições para a justiça de paz e a Cabanagem no Grão-Pará (1828 - 1841)". Ela mostrou como as eleições para os juízes de paz no período imediatamente anterior à Cabanagem, que eclodiu entre 1835-1840, já demonstravam o clima revolucionário que tomava conta da região do Grão-Pará. Segundo a professora, as primeiras eleições para juízes de paz na província ocorreram em 1829 e 1832. 

“As primeiras pessoas eleitas tinham perfis e identidades muito diferentes, havia portugueses, negros, indígenas, mestiços. Depois, houve uma mobilização política para que apenas pessoas reconhecidas como patriotas pudessem permanecer nesse cargo, que era muito importante naquele momento. Essa experiência de mobilização política em muito se conectou com os valores e luta por direitos que foram fundamentais para a eclosão da Cabanagem”, salientou. 

Em seguida, a profª. dra. Eliana Ramos ministrou a palestra "Insurgências femininas na Cabanagem", que destacou a participação feminina na revolução cabana. Ela pontuou algumas mulheres que aparecem na documentação acerca da Cabanagem, o que comprova o envolvimento efetivo delas na revolução, seja, por exemplo, na produção da farinha que alimentava os cabanos, seja efetivamente com as mãos nas armas. “Algumas escravizadas, por exemplo, viam na Cabanagem a possibilidade de conquistar a liberdade, afinal, um dos motes da Cabanagem era a luta por liberdade”, apontou. 

O MEP também sedia, até 10 de fevereiro, a mostra "Entremeio Cabano", que visa proporcionar aos visitantes uma experiência visual a respeito das pessoas que participaram do movimento cabano, através dos documentos da época. Esses documentos foram produzidos pelo Governo Imperial e retratam, por exemplo, as batalhas, prisões, negociações e limites experimentados durante o período revolucionário.  

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