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PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Ararajubas retornam à natureza durante as comemorações dos 408 anos de Belém

A expectativa é que, até 2025, outras 100 aves sejam reintegradas à natureza com o incentivo do Estado

Por Vinícius Leal (IDEFLOR-BIO)
13/01/2024 11h35

A capital paraense ganhou, neste sábado (13), um presente especial pelos seus 408 anos: a soltura de um novo grupo de ararajubas (Guaruba guarouba) no Parque Estadual do Utinga "Camillo Vianna". A programação foi acompanhada de perto pelo governador Helder Barbalho, que destacou a importância da ação para garantir a conservação dessa espécie ameaçada de extinção e o fortalecimento do bioma amazônico.

“A ararajuba é uma espécie tradicional da nossa região e tem no Pará o seu principal habitat. Em face aos desmatamentos, aos desafios ambientais, acabou-se levando esta ave a um processo de risco. Nos últimos anos, temos trabalhado de forma incansável, para garantir com que este povoamento volte a acontecer e para que as ararajubas estejam cada vez mais presentes, garantindo que essa espécie volte a ter a normalidade em sua presença na Amazônia”, frisou o governador Helder Barbalho.

Em oito anos de trabalho, o Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas na Região Metropolitana de Belém, conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), em parceria com a Fundação Lymington, já conseguiu devolver mais de 50 ararajubas aos céus da região. A expectativa é que, até 2025, outras 100 sejam reintegradas à natureza com o incentivo do Estado.

Vale lembrar que, até pouco tempo, a espécie era considerada por instituições de pesquisa, uma ave extinta nos arredores de Belém. O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto falou sobre a ação de soltura. de novas aves.

"Hoje é um dia particularmente feliz! Estamos trazendo vida de volta a Belém, uma vida que havia se afastado daqui. As ararajubas, essas aves lindas, tipicamente brasileiras, foram declaradas extintas aqui no Pará, mais especificamente na região de Região Metropolitana de Belém, há 60 anos. Temos trabalhado para trazê-las de volta e isso não significa apenas soltá-las. É fazer com que elas sejam soltas, adaptadas em condições de sobreviver no ambiente concorrencial que existe aqui nas florestas”, enfatizou.

Preparação - Antes da soltura, as ararajubas passam por um treinamento diário com biólogos, médicos veterinários e demais especialistas durante cinco a seis meses. O objetivo desse treinamento é ensiná-las a voar, se alimentar com frutos nativos e a reconhecer possíveis predadores. Dessa forma, elas estarão preparadas para enfrentar os desafios do ambiente natural.

O secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, também esteve na programação e afirmou que é fundamental que as crianças e os jovens saibam da importância de preservar, de cuidar desses animais e, que sem dúvida nenhuma, a educação faz parte disso. “Estamos construindo uma grande parceria com o Ideflor-Bio para fortalecer a disciplina de Educação Ambiental e, brevemente, vamos ter uma escola aqui próximo ao Parque Estadual do Utinga que terá uma parceria exclusiva de currículo voltado para a bioeconomia, para o ecoturismo”, detalhou.

Curiosidades - A ararajuba, ave endêmica do bioma amazônico e com maior distribuição em território paraense, possui curiosidades interessantes. Seu nome tem origem tupi-guarani e significa "papagaio amarelo". Quando jovens, apresentam mesclas de penas esverdeadas em sua coloração dorsal. Sua plumagem verde e amarela simboliza as cores da bandeira do Brasil.

Outra característica bastante evidente é a sua vocalização, devido ao som alto emitido que ecoa por longas distâncias. É uma ave que se alimenta de frutos típicos da região amazônica, como açaí, muruci e ajiru. Quando os filhotes nascem, o grupo conta com um "ajudante de ninho" para auxiliar nos cuidados parentais. Cada ninhada possui de 2 a 3 ovos, e a espécie vive em bandos de 7 a 20 indivíduos.

As ararajubas são territorialistas e defendem seu grupo em um espaço determinado. Seu bico curvo é adaptado para quebrar sementes. Um dos locais mais comum de se encontrá-las é no Parque Estadual do Utinga, mas também é possível avistá-las em diferentes pontos da cidade, especialmente nas bordas de áreas verdes. 

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