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Poli Lago de Tucuruí orienta sobre processo de aprendizagem para crianças com TEA

Especialistas da unidade observam que manter rotina de horários e o diálogo entre pais e escola são importantes para o bom desenvolvimento escolar

Por Ascom (Ascom)
03/02/2024 13h03

O início de ano marca também o retorno das crianças à sala de aula, para mais um ano letivo. São muitas novidades para os pequenos: novos conteúdos, novos professores, novos colegas. Toda criança precisa de uma rede de atenção para que possa se desenvolver bem nos estudos. E isto é ainda mais fundamental quando se fala em crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

“Pode ser comum que a crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) apresentem dificuldade para aprender de maneira tradicional, visto que, as funções cerebrais processam de forma diferente das crianças neurotípicas, como por exemplo, a escrita, que exige da criança a coordenação motora fina, força muscular, organização espacial e corporal, linguagem e questões sensoriais. Já no caso da leitura, demanda da atenção para realizar leituras, compreender, assimilar ou memorizar frases longas, cálculos, comandos, etc. Para crianças neuroatípicas, esses processos podem se tornar um grande obstáculo na aprendizagem”, afirmou a psicóloga do Núcleo de Atenção ao Transtorno do Espectro do Autismo, Kamila Titan.

A Policlínica Lago de Tucuruí é referência em saúde para os moradores dos sete municípios da Região de Integração Lago de Tucuruí - Breu Branco, Goianésia do Pará, Itupiranga, Jacundá, Nova Ipixuna, Novo Repartimento e Tucuruí. A unidade com o Núcleo de Atenção ao Transtorno do Espectro do Autismo (Natea), que oferta terapia, avaliação e triagem para pacientes com diagnóstico confirmado ou ainda em investigação do transtorno.

A profissional da unidade reforçou que existem técnicas que podem ajudar o aluno com TEA no desenvolvimento da aprendizagem escolar. “Podemos usar a modelagem por meio de gravação de vídeo, ilustração de fotos, desenhos, músicas. Ainda, observar o foco de interesse da criança e o ambiente também podem ajudar no desenvolvimento da aprendizagem.  É muito importante que o processo seja adaptado para cada criança, respeitando sua subjetividade e a limitação”.

Ambiente e rotina – Ainda de acordo com a especialista, criar um ambiente propício ao estudante com TEA é outro ponto fundamental. É necessário ter conversas, palestras e aulas sobre o Transtorno do Espectro Autista e a importância da inclusão dentro da escola, para que todos estejam conscientes do assunto e para que a criança seja acolhida da melhor maneira possível. 

“Em sala de aula, é importante reforçar o assunto e realizar a inclusão. Dialogar sobre o tema, conscientizando sobre possíveis sensibilidades visuais, auditivas e sensoriais e as dificuldades que um aluno com TEA pode apresentar, ajuda no processo. Falar sobre o TEA é um dever de todas as escolas! E para os pais, é importante o diálogo para que a criança se familiarize com o novo ambiente a qual será inserida. E caso ela já faça parte da escola, reforçar a conversa, relembrar sobre os amigos, os professores, as brincadeiras, as tarefas. Tudo isso é fundamental para uma boa readaptação”, destacou.

Outra orientação é sobre a criação de uma rotina em sala de aula e também fora dela, para que a criança possa se adaptar à vida escolar. “Estabelecer rotinas matinais, refeições, terapias, sono, rotinas de trajetos, rotinas em sala de aula. Tudo pode ajudar e facilitar esse processo. Contudo, é importante respeitar o limite e o tempo que cada criança precisa para esta adaptação”, contou a psicóloga.

Sobre o Natea - Atualmente, o Núcleo de Atenção ao Transtorno do Espectro do Autismo da Poli Lago de Tucuruí atende 120 crianças a partir dos 2 anos de idade.  Os usuários passam por uma série de atividades na unidade, sob os cuidados de profissionais de psicologia, assistência social, terapia ocupacional, educação física, fonoaudióloga e enfermagem, além das consultas médicas nas especialidades de pediatria, neuropediatria e psiquiatria.

Para entrar no Natea, é necessário que o usuário tenha laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou esteja em processo de investigação, seja clinicamente estável e tenha retaguarda familiar. O fluxo de entrada na unidade é realizado via regulação das secretarias de saúde dos municípios.

Serviço:

A Policlínca Lago de Tucuruí é administrada pelo Instituto Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA) em parceria com a Secretária de Estado de Saúde Pública (Sespa). A unidade é pública e fica situada na avenida Raimundo Veridiano Cardoso, nº 1008, no bairro Santa Mônica, em Tucuruí. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, de 7h às 19h, de forma totalmente gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 Texto de Ascom Policlínica

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